terça-feira, 3 de novembro de 2009

O balé das malas no Brasileirão

Todo fim de campeonato por pontos corridos eclode a mesma polêmica. Tanto no topo quanto na rabeira da tabela, os clubes usam todas artimanhas possíveis e imagináveis pra levar seus e tirar os pontos dos adversários diretos. Além da tradicional "secada", existe desde que o futebol é futebol a tal da mala branca.

Pra vocês entenderem melhor mala branca é quando uma equipe, almejando distanciar de seus rivais, oferece um agrado, uma barganha ao adversário dos seus concorrentes. Por exemplo, na próxima rodada o Palmeiras vai ao Maraca enfrentar o desesperado Fluminense. O São Paulo enfrentará, em Porto Alegre, o indigesto anfitrião Grêmio. Não seria novidade pra ninguém se os dirigentes alviverdes, sorrateiramente, depositasse na conta dos gremistas, atuais 7º colocados e com pouco pretensão de título, uma "motivação". Assim como não dá pra se duvidar que os tricolores paulistas já tenham arquitetado o mesmo esquema só que para os cariocas.

Enfim, quando um time oferece um "bicho" a outro estimulando-o a vencer, a maioria da crônica esportiva não vê nenhum problema, muitos menos os próprios atletas que terão um Natal mais gordo. Além disso, essa troca de favores faz parte da cultura do futebol e não serão teorias hipócritas e discursos fajutos que acabarão com elas. Se for pra acabar de vez são necessários uma legislação e uma fiscalização mais ostensiva, coisas que todos sabem que não ocorrem.

Já a mala preta é diferente pois o time que aceita o dinheiro tem a função de perder a partida em prol do seu financiador. Essa prática causa repugnância e críticas no mundo do futebol.

Esse ano a polêmica voltou à tona quando jogadores do Barueri (Renê e Val Baiano) insinuaram ter recebido uma quantia do Cruzeiro incentivando-os a ganhar do Flamengo. Resultado : os cartolas do clube paulistano resolveram afastar os envolvidos. Até aí tudo bem. Só que isso acabou prejudicando a própria equipe contra o São Paulo, franco concorrente na corrida pelo título. Palmeiras, Atlético-MG, Inter e Flamengo, os outros primeiros colocados, acharam essa punição aos atletas bem discutível e duvidosa, já que os castigados foram reintegrados nesse começo de semana e estarão em campo na próxima rodada. Ou seja, o presidente do Barueri merece aplausos por não tolerar a pouco degradante mala branca ou questionamentos porque tal atiutude beneficiou única e exclusivamente o São Paulo Futebol Clube?

No caso da 33ª rodada, o problema não foi a mala em si, mas o fato do afastamentos dos dois atletas, os quais juram de pé juntos que não receberam nada e que suas falas foram distorcidas pela imprensa. Nos bastidores do futebol brasileiro, como vocês perceberam, cordeiros são raridades e raposas, levando consigo malas recheadas de dinheiro, são realidade.

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