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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Seis vezes Flamengo

Apesar da discordância dos são-paulinos, que se intitulam hexas únicos, e dos torcedores do Sport, que consideram-se os campeões brasileiros em 1987 - nesse ano, a CBF dividiu os clubes em dois módulos - o verde e o amarelo. Tudo estava correndo bem até que o Mengão, campeão do Verde, não aceitou fazer a decisão com o Leão, primeiro colocado do Amarelo - para a torcida rubro-negra, o título conquistado domingo no Maraca é o sexto da História do "mais querido do Brasil".

80, 82, 83, 87,* e 92 foram os outros anos que o time carioca pintou o Brasil de vermelho e preto.
Se nos anteriores os protagonistas foram Zico, Adílio, Júnior e cia, nesse ano, Petkovic, aos 37 anos, Adriano, o Imperador do Rio, e Andrade, 5 vezes campeão como jogador e agora como técnico, foram os comandantes de mais uma regata rubro-negra ao topo do campeonato nacional mais disputado da História.

A raça e as defesas decisivas do capitão Bruno, as arrancadas e os cruzamentos milimétricos do lateral-direito Léo Moura, a disposição dos volantes Willians, Aírton e Toró, a classe de Kléberson, que sofreu uma contusão meses atrás, Maldonado, Éverton e Ibson ( jogou várias partidas antes de ir para a Rússia), a estrela do Sheik Émerson (outro que foi transferido na janela) e de Zé Roberto, enfim, craques não faltam pra maior massa brasileira reverenciar.

Parabéns Clube de Regatas Flamengo

terça-feira, 4 de agosto de 2009

'RAÇAionais'

Raça... um dos melhores atributos e um dos valores mais louváveis que um jogador de futebol ou de qualquer esporte deve ter.
Tendo, no dicionário, 'vontade, disposição, vigor' como significado, o post de hoje irá lembrar e citar alguns dos jogadores mais "raçudos" que já passaram pelos gramados brasileiros.

Começando, é claro, com o jogador mais "raçudo" que já existiu no planeta, o ex-zagueiro do Flamengo, Rondinelli.

Rondinelli foi um excelente zagueiro que chegou ao Flamengo, em 1974, quando disputou a posição por dois anos seguidos, antes de firmar-se como titular absoluto.
Zagueiro raçudo, não havia bola perdida para Rondinelli, que segundo Zico, foi o único jogador que ele viu na vida, entrar em uma dividida de bola com a cabeça. Tal fato aconteceu durante um Fla-Flu, quando Rondinelli usou a própria cabeça para retirar uma bola dos pés de Rivelino. Porém, foi somente a partir de 1978 que seu nome entraria, de vez, para história do clube.

Sua "lenda" começou a ser escrita na final do Campeonato Carioca, contra o Vasco, após uma cobrança de escanteio, a favor do Flamengo, aos 41 minutos do 2º tempo, Rondinelli deu um pique do meio-de-campo até a área adversária e, com uma cabeçada, que mais parecia um chute, marcou o gol do título rubro-negro.
Daí por diante, Rondinelli passou à condição de ídolo da torcida rubro-negra, que o imortalizou com o apelido de Deus da Raça.

Além de Rondinelli, há também vários outros jogadores, que são imortalizados por possuirem o "dom" da RAÇA, como, por exemplo, o eterno ídolo da Fiel, o argentino Carlitos Tevez.
Guerreiro, o argentino corria atrás de, absolutamente, todas as bolas, e ainda por cima, na maioria das vezes, alcançava seu "objetivo".
Outro corinthiano que também não será esquecido pelo "bando de loucos", é o volante Cristian, que recentemente, trocou o Corinthians pelo Fenerbahçe (TUR).
Brigador, explosivo e com uma "sede de vencer" imensa, Cristian rapidamente se tornou um ícone de vontade e raça.
E não é só no Flamengo e no Corinthians que existiram "raçudos" não! No Cruzeiro, também existiram vários desse tipo. O mais novo aposentado da praça, o argentino Sorín, o volante Ramires e o insaciável Kléber "Gladiador", são bons exemplos disso.
Pierre pelo Palmeiras, e o zagueiro uruguaio Lugano, também do Fenerbahçe (*mas que jogou boa parte de sua carreira pelo São Paulo*), também podem ser incluídos nessa seleta lista de guerreiros dos campos de futebol.

Enfim, exemplos disso não faltam e portanto, devemos sempre nos espelhar neles e buscar a jogar com a tão admirável "raça", pois, quem possui esta virtude, será sempre notado e jamais esquecido.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Flamengo Campeão

Esta seria uma manchete que agradaria os milhões de torcedores da maior torcida do Brasil se o assunto fosse futebol. Porém, este post abordará outra modalidade : o basquete.

O Clube de Regatas Flamengo sagrou-se campeão da primeira edição do NBB (Novo Basquete Brasileiro), vencendo o Brasília por 3x2 numa série melhor-de-cinco. Além de ser o primeiro dentro das quadras, também liderou a quantidade de premiações na cerimônia de encerramento, com destaque ao ala Marcelinho(foto), o qual abocanhou quatro troféus (melhor do campeonato, craque da galera - SporTV, melhor ala e cestinha).

Na seleção do campeonato, arquitetada por técnicos e jornalistas, o rubro-negro colocou também o pivô Baby, o técnico Paulo Chupeta e Fred como melhor reserva da temporada. O pivô Murilo (Minas) , o ala Alex (Brasília) e o armador Larry (Bauru) completam o "Dream Team".

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Give peace a chance

Infelizmente, somos obrigados a presenciar e a assumir que a violência é um mal instalado e que tem poucas perspectivas de melhoras no mundo do futebol. Seja dentro de campo com jogadas ríspidas e truculentas, seja nas arquibancadas imundas de trogloditas se engalfinhando por motivos torpes, enfim, todos nós, convivemos com essa cruel realidade.

No entanto, o futebol também proporciona um lado de paz, de respeito mútuo em relação ao adversário, é o chamado fair play, ou jogo limpo, a consciência e a capacidade singular de saber perder e ganhar, o qual ultrapassa as fronteiras das quatro linhas.

Ao longo da História, muitas atitudes foram tomadas com o intuito de propagar essa confraternização, esse verdadeiro espírito esportivo usando como o instrumento o esporte mais popular do mundo. Pelé, vestindo a camisa do Santos interrompeu uma guerra étnica (Guerra do Congo em 1969, ) em uma excursão do time praieiro na África. Outro exemplo a ser usado é o amistoso feito pela Seleção Brasileira contra o Haiti em 2006.

Hoje mais uma atitude nesse sentido foi oficializada. E terá como protagonistas os clubes mais simbólicos do Brasil : Flamengo e Corinthians. Após meses de conversas, os dirigentes das duas equipes mais a CBF chegaram a um consenso e decidiram marcar definitivamente um amistoso na Palestina, ainda sem data definida. Assim como o jogo da Seleção no Haiti, (país do qual o Brasil é encarregado de fornecer ajuda militar e humanitária) esse embate que reunirá Ronaldo e Adriano em lados opostos, foi ideia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Atitudes como essa são muito louváveis e deveriam ser regra, e não exceções. E que posts como esse se multipliquem e aqueles que abordam mortes, violência, cambistas, contusões, zagueiros brucutus... diminuam ou até extinguem-se. (Que verbo é esse que eu usei, hein! As minhas professoras de Gramática devem estar orgulhosas de mim (ou não))

domingo, 31 de maio de 2009

Adriano, o Imperador do Rio

A festa estava toda preparada. A apaixonada torcida do Mengão pintou o Maraca de vermelho e preto para dar as calorosas boas-vindas ao menino pródigo, que depois de 8 anos na Itália , como um bom filho, retornou à sua casa, a Gávea. Apesar de ter saído pelas portas do fundo, acusado de mercenário, Adriano deixou as mágoas de lado e preferiu o time que o revelou para começar do zero.

E se tomarmos como parâmetro a estreia do atacante que aconteceu neste domingo, muitos gols e títulos virão por aí. Flamengo 2 x 1 contra o Atlético-PR com a marca do artilheiro.

Adriano, após atingir o seu auge, status de craque na Europa, glórias e prestígio na Seleção Brasileira (principalmente na Copa América e Copa das Confederações de 2004) não conseguiu segurar o baque da perda de seu pai e a partir de então, sua carreira começou a tomar um outro rumo.

Alternando muitos altos e baixos, muitas vezes alvo de críticas por se entregar a crises e bebidas, chegou até a ser emprestado ao São Paulo no ano passado com o intuito de dar uma espairecida, porém neste ano de 2009 ele resolveu dar o ultimato. Decidiu irredutivelmente abandonar o futebol por tempo indeterminado, lançando mão inclusive do contrato milionário com a Inter de Milão. No entanto, as suas raízes rubro-negras falaram mais alto e o antes ''bonecão de posto'' da Vila Cruzeiro tornou-se o venerado ''Imperador'' que quer mostrar mais uma vez ao grande público o quanto é vencedor e guerreiro. Boa sorte Adriano, todos nós respeitamos a sua história e torcemos por você.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Momento Paródia

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número.
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.
Manuel Bandeira

Adriano Imperador era jogador de bola e morava na Vila Cruzeiro num barracão sem número.
Várias noites ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu ( e como!)
Fumou
Dançou
Depois se atirou na lagoa da Gávea e foi parar no Flamengo.
Artista Desconhecido

sábado, 10 de janeiro de 2009

''Direto do túnel do tempo'' - Flamengo no início dos anos 2000


No ano de 1999, assumiu a presidência do Clube de Regatas Flamengo o ''excelentíssimo'' Sr. Edmundo dos Santos Silva. Sim, foi o início dos tempos mais obscuros do time mais popular do Brasil.

Casos de corrupção, lavagem de dinheiro, e tudo mais o que hoje nós estamos acostumados a ver no Congresso Nacional acontecia na Gávea. No entanto, apesar de toda essa ladroeira, o que chama a atenção é o time que o clube rubro-negro montou no ano de 2000, aliando promissoras pratas-da-casa com renomados medalhões. Mesmo assim, conquistou pouca coisa, ou melhor, quase nada. Vale lembrar também que a origem do dinheiro para repatriar esses jogadores até hoje é um mistério e é só mais uma das inúmeras artimanhas que aquela fatídica corja de cartolas protagonizou.



Está certo que o Flamengo conquistou o tri carioca em 99,00,01, todos esses títulos em cima do maior rival Vasco do Gama, o que apregoou ainda mais a alcunha de vice ao time cruzmaltino. O Mengo também conquistou a Copa Mercosul de 99 em cima do campeão da América Palmeiras e a pouco ambiciosa Copa dos Campeões em 2001. Porém, ficou longe de sanar as severas críticas das arquibancadas do Maracanã e da mídia que ecoavam cada vez com mais força, sobretudo pelas campanhas bizonhas que o time fazia nos Brasileirões.

Em 2001, o Flamengo escapou do rebaixamento na última rodada e a partir dái só colecionou campanhas pífias com a principal ambição de não cair para a 2ª divisão , o que quase ocorreu de novo em 2005. Ah, se não fosse a prancheta do Professor Joel viu. Essa fase de ''vacas magras'' durou até 2006 quando o time pentacampeão brasileiro sagrou-se campeão da Copa do Brasil. De lá pra cá, o Flamengo consegue se manter entre os principais times do futebol tupiniquim , participando até com um certo brilho na Libertadores da América. Todavia, ainda muito distante dos inesquecíveis esquadrões comandados por Zico, Adílio,Júnior...

Principais jogadores do Flamengo na Copa João Havelange em 2000
goleiros : Clemer, Júlio César
zagueiros : Juan, Luís Alberto,Fabão e GAMARRA
laterais : Athirson, Leonardo Inácio
meio-campistas : Mozart, Lê, PETKOVIC, ALEX
atacantes : Adriano (mais pra bonecão de posto do que pra Imperador), Edílson Capetinha, Reinaldo, DENÍLSON

Uma frase polêmica para resumir o que foram esses anos na Gávea foi proferida pelo folclórico Vampeta.
''O Flamengo fingia que me pagava, e eu fingia que jogava''
Agora deu pra entender melhor o que rolava lá, né ?